SOCIOLOGIA - AULA 02 - A SOCIEDADE CAPITALISTA E AS CLASSES SOCIAIS

HIERARQUIZAÇÃO E MOBILIDADE

Diferentemente das outras estratificações existentes e apresentadas até aqui, o que podemos perceber é que a divisão entre classes sociais, se comparada a outras formas de separação é bem mais interessante visto que a mobilidade, que inexistia enquanto casta e estamento, agora é bem mais fácil, crescer ou decrescer economicamente na sociedade.

“Como já estudamos anteriormente Marx faz toda uma proporção histórica no embate entre dono dos meios de produção e da força de trabalho, distinguindo-as nos mais diversos modos de produção”

Modo de produção em economia, é a forma de organização socioeconômica associada a uma determinada etapa de desenvolvimento das forças produtivas e das relações de produção. Reúne as características do trabalho preconizado, seja ele artesanal, manufaturado ou industrial. São constituídos pelo objeto sobre o qual se trabalha e por todos os meios de trabalho necessários à produção (instrumentos ou ferramentas, máquinas, oficinas, fábricas, etc.) Existem 6 modos de produção: Primitivo, Asiático, Escravista, Feudal, Capitalista, Comunista.

Um sistema econômico é definido pelo modo de produção no qual se baseia. O modo de produção atual é aquele que se baseia na economia do país.

Características

Os modos de produção são formados pelo conjunto das forças produtivas e pelo conjunto das relações de produção, na sua interacção, num certo estádio de desenvolvimento. Simultaneamente designam as condições técnicas e sociais que constituem a estrutura dum processo historicamente determinado. Os homens ao produzirem bens materiais criam, com isso mesmo, um regime para a sua vida. O modo de produção é uma forma determinada da actividade vital dos indivíduos, um determinado modo de vida.

Podem-se distinguir alguns tipos historicamente mais significativos de modos de produção: um, destinado à satisfação directa das necessidades dos produtores; um segundo, destinado a manter uma classe dominante através da entrega regular de tributos e de trabalho compulsivo; outro, baseado na produção de mercadorias; e, finalmente, um outro assente na lógica da obtenção do máximo lucro. Uma das particularidades dos modos de produção consiste na sua transformação permanente, sendo de salientar que o seu desenvolvimento e alteração determinam a modificação do regime social no seu conjunto.

A evolução dos modos de produção explica-se pelo facto do desenvolvimento das forças produtivas levar, a certa altura, a uma contradição com as relações sociais de produção, de tal forma que estas se revelam como um obstáculo ao pleno desenvolvimento daquelas. Estes fenómenos não existem desunidos, são partes integrantes do processo produtivo e podem ser considerados como uma mudança estrutural da economia.

A fase de formação dum novo modo de produção constituí um período muito agitado e de excepcional importância na vida concreta das sociedades. Os modos de produção existentes enfrentam cada vez maiores dificuldades em manter a estrutura económica em que se baseiam, tentam reorganizar-se e resistir à influência dos novos modos de produção, por vezes através de formas perturbadoras ou até violentas. Surgem realidades diferentes com novas formas de apropriação dos meios de produção, alteração dos modelos redistributivos ou de relações de trabalho, mudanças na composição das classes ou grupos sociais.

Quando o novo modo de produção assume um papel preponderante numa determinada sociedade, é acompanhado pelo declínio dos existentes, embora estes continuem a subsistir em espaços económicos onde ainda não surgiram as condições económicas e sociais que originaram a mudança. Os traços e as propriedades dos modos de produção manifestam-se de maneira diferente nas várias regiões. O modo de produção dominante assume a determinação dos processos, das relações e das instituições fundamentais.

O reconhecimento da forma específica de cada modo de produção implica a recolha e análise dos dados que os distinguem. Entre outros fatores, é indispensável observar: o nível de desenvolvimento das forças produtivas, com relevância para a formação dos trabalhadores, os instrumentos e as técnicas adoptadas; o tipo de relações existentes entre os membros da sociedade e o papel de cada classe social no processo produtivo; a propriedade dos meios de produção e os direitos de cada grupo social ou classe sobre esses meios; o objetivo da atividade económica, conforme se destina a satisfazer as necessidades e interesses dos produtores, dos mercadores ou dos não produtores, mas que se apropriam dos excedentes; a ordem de grandeza, a forma, a utilização e a apropriação do produto do processo de trabalho entre os membros da sociedade; a forma como está assegurada a reprodução social.

Desigualdades de Riquezas, prestígio e poder

Ao analisar a estratificação social em uma sociedade da distinção entre as seguintes dimensões.

Econômica: quantidade de riqueza (posses e renda) que as pessoas possuem;

Social: status ou prestígio que as pessoas ou grupos têm, seja na profissão seja no estilo de vida;

Política: quantidade de poder que as pessoas ou grupos detêm nas relações de dominação em uma sociedade.

Oportunidades e estratificação

Alguns autores discordam de Marx e Weber, quando dizer que o bom do capitalismo é a diferença de classe, pois dessa forma propicia sempre a concorrência e métodos que usufruam de elementos inovadores, pois em uma sociedade capitalista para se obter sucesso, tem que haver uma proposta inovadora e que atenda as necessidades coletivas.

Sobre a ideia de exclusão-inclusão

Podemos observar a exclusão social com dois focos o transformador e conservador.

O transformador ressalta o âmbito intelectual da exclusão social, onde é questionável, pois ele está incluído na sociedade, mesmo que em uma precariedade na qualidade de vida, enquanto que os conservadores tentam buscar maneira de implementar os excluídos na classe dominante, sendo conformados com a situação existente na sociedade, lutando tão somente para inseri-los no mundo capitalista.

FILOSOFIA - AULA 02 - RAZÃO E EXPERIÊNCIA

As bases da ciência moderna

Com os pré-socráticos iniciou uma valorização pela origem do universo, sendo fator revolucionário para a época com o intuito de substituir a teoria do caos. Dessa forma podemos perceber nos modernos uma busca por este objetivo, compreender fatores perdidos ou mal explicados em toda a idade média

Busca de um novo centro

Como já vimos a partir do pensamento renascentista houve uma inquietação no que diz respeito ao centro do universo que até então era veementemente defendido pela igreja católica sendo a terra, onde o homem mais adiante iria atribuir o centro de tudo a razão, ou seja, o homem no centro de tudo.

Procura-se um método

Realismo: acredita na valorização do real sem a necessidade de julgamento por parte do indivíduo.

Racionalismo: O racionalismo é a corrente filosófica que iniciou com a definição do raciocínio que é a operação mental, discursiva e lógica. Este usa uma ou mais proposições para extrair conclusões se uma ou outra proposição é verdadeira, falsa ou provável.

Empirismo: é um movimento que acredita nas experiências como únicas (ou principais) formadoras das ideias, discordando, portanto, da noção de ideias inatas.

FRANCIS BACON

Francis Bacon nasceu em Londres, em 22 de janeiro de 1561, e morreu na mesma cidade em 9 de abril de 1626. Sua educação orientou-se para a vida política, na qual alcançou posições elevadas. Filho de Nicholas Bacon e Ann Cooke Bacon, a mãe de Francis Bacon falava cinco idiomas e foi considerada como uma das mulheres mais eruditas de sua época. A obra de Bacon representa tentativa de realizar o vasto plano de "Instauratio magna" ("Grande restauração"). De acordo com o prefácio do "Novum organum" ("Novo método"), publicado em 1620, a "Grande restauração" deveria desenvolver-se através de seis partes: "Classificação das ciências", "Novo método ou Manifestações sobre a interpretação da natureza", "Fenômenos do universo ou História natural e experimental para a fundamentação da filosofia", "Escala do entendimento ou O fio do labirinto", "Introdução ou Antecipações à filosofia segunda" e "Filosofia segunda ou Ciência nova".

TEORIA DOS ÍDOLOS

1) ÍDOLOS DA TRIBO, ou os inerentes à natureza humana, que se referem em particular ao hábito de esperar mais ordem nos fenômenos do que a que realmente pode ser encontrada; Ocorrem por conta das deficiências do próprio espírito humano e se revelam pela facilidade com que generalizamos com base nos casos favoráveis, omitindo os desfavoráveis. São assim chamados porque são inerentes à natureza humana, à própria tribo ou raça humana. Astrologia, alquimia e cabala são exemplos dessas generalizações;

2) ÍDOLOS DA CAVERNA, ou os preconceitos pessoais do próprio investigador; Resultam da própria educação e da pressão dos costumes. Há, obviamente, uma alusão à alegoria da caverna platônica;

3) ÍDOLOS DA VIDA PÚBLICA, ou os que se relacionam à tirania das palavras e à influência dos hábitos verbais sobre a liberdade do espírito; Estes estão vinculados à linguagem e decorrem do mau uso que dela fazemos;

4) ÍDOLOS DO TEATRO, ou os que dizem respeito ao pensamento tradicional e se referem sobretudo ao sistema aristotélico e à filosofia medieval. Decorrem da irrestrita subordinação à autoridade (por exemplo, a de Aristóteles). Os sistemas filosóficos careciam de demonstração, eram pura invenção como as peças de teatro.

GALILEU GALILEI

Galileu Galilei (em italiano: Galileo Galilei; Pisa, 15 de fevereiro de 1564 — Florença, 8 de janeiro de 1642) foi um físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano.

Galileu Galilei foi personalidade fundamental na revolução científica. Foi o mais velho dos sete filhos do alaudista Vincenzo Galilei e de Giulia Ammannati. Viveu a maior parte de sua vida em Pisa e em Florença, na época integrantes do Grão-Ducado da Toscana.

Galileu Galilei desenvolveu os primeiros estudos sistemáticos do movimento uniformemente acelerado e do movimento do pêndulo. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia e o conceito de referencial inercial, ideias precursoras da mecânica newtoniana. Galileu melhorou significativamente o telescópio refrator e com ele descobriu as manchas solares, as montanhas da Lua, as fases de Vénus, quatro dos satélites de Júpiter, os anéis de Saturno, as estrelas da Via Láctea. Estas descobertas contribuíram decisivamente na defesa do heliocentrismo. Contudo a principal contribuição de Galileu foi para o método científico, pois a ciência assentava numa metodologia aristotélica.


SOCIOLOGIA - AULA 01 - ESTRUTURA E ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL


O QUE É ESTRUTURA SOCIAL

A estrutura social é constituído por todos os fatores de uma sociedade, onde podemos classificar como: econômicos, históricos, sociais, religiosos, culturais.

ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL

Uma das características mais fortes da sociedade, são as divisões sociais ou estratificação social(daí o nome derivar de estrato, camadas), onde se entende como fatores primordiais para essa divisão, duas classes dominantes, aqueles que se apropriam da economia e os responsáveis pelo poder político, sendo intermediado por outros elementos como: religião, etnia, cultura, sexo e principalmente por fatores relacionados a tradição histórica, um exemplo forte disso são as castas que até hoje existem em alguns países, sendo algo mais forte na Índia.

ÍNDIA E AS CASTAS

A Índia é um país asiático que possui uma população de aproximadamente 1,1 bilhão de habitantes. Desse total, cerca de 75% são seguidores da religião hindu. A principal religião da Índia interfere diretamente na estruturação social, uma vez que o hinduísmo divide a sociedade em castas.

A divisão da sociedade em castas é determinada a partir da hereditariedade. As castas se definem de acordo com a posição social que determinadas famílias hindus ocupam. Fator que estabelece um tipo de “hierarquia” social marcada por privilégios e deveres.

Em um primeiro momento existiam somente quatro tipos de castas na Índia, que eram: os brâmanes (composta por sacerdotes), xatrias (formada por militares), vaixias (constituída por fazendeiros e comerciantes) e a mais baixa, os sudras (pessoas que deveriam servir as castas superiores).

As pessoas que não faziam parte de nenhuma das castas recebiam o nome de párias ou intocáveis. Pessoas excluídas que tinham a incumbência de realizar os mais deploráveis trabalhos, aqueles rejeitados por indivíduos que integrava alguma das castas.

ESTAMENTOS

Constitui uma forma de estratificação social com camadas mais fechadas do que classes sociais, e mais abertas do que as castas, ou seja, possui maior mobilidade social que no sistema de castas, e menor mobilidade social do que no sistema de classes sociais. É um tipo de estratificação ainda presente em algumas sociedades. Nessas sociedades, do presente ou do passado, o indivíduo desde o nascimento está obrigado a seguir um estilo de vida predeterminado, reconhecidas por lei e geralmente ligadas ao conceito de honra, embora exista alguma mobilidade social. Historicamente, os estamentos caracterizaram a sociedade feudal durante a Idade Média.

Podemos afirmar que, no estamento, cada estrato deve obedecer leis diferenciadas. Por exemplo, na sociedade feudal os direitos e deveres de um nobre eram diferentes dos direitos e deveres de um servo. E, embora a lei não preveja a mudança de status social, ela também não a torna impossível, como na casta. Por exemplo, um servo pode se tornar um pequeno comerciante ou um membro do clero. Isso dá ao sistema de estamentos uma mobilidade social maior do que nas castas, mas não tão alta quanto nas classes sociais, onde todos, em teoria, são iguais perante a lei.


FILOSOFIA - 1ª AULA - FILOSOFIA MODERNA

Filosofia moderna é toda a filosofia que se desenvolveu durante os séculos XV, XVI, XVII, XVIII, XIX; começando pelo Renascimento e se estendendo até meados do século XIX, mas a filosofia desenvolvida dentro desse período está fragmentada em vários subtópicos, e escolas de diferentes períodos.


Acontecimentos do advento da Filosofia Moderna

A passagem do Feudalismo para o Capitalismo que se vinculou ao florescimento do comércio ao estabelecimento das grandes rotas comerciais, ao predomínio do capital comercial e a emergência da burguesia;


A formação dos estados nacionais a partir dessas manifestações, surgiram centralidades de poder como as monarquias absolutas, surgindo também o mercantilismo;

O movimento da reforma que provocou a quebra da unidade religiosa europeia e rompeu com a concepção passiva do ser humano, entregue unicamente aos desígnios divinos, reconhecendo o trabalho sendo legítimo do acúmulo de riqueza;

O desenvolvimento da ciência natural que criou novos métodos científicos de investigação, impulsionados pela confiança da razão humana e pelo questionamento de sua submissão aos dogmas do cristianismo;

A invenção da imprensa. Possibilitou a impressão de textos clássicos gregos e romanos, sendo mais acessíveis uma gama cada vez maior de textos artísticos, científicos e filosóficos.

Todos esses acontecimentos modificaram bastante, o modo de ser, viver e perceber a realidade de grande número de europeus.


Renascimento





Homem Vitruviano - é um desenho famoso que acompanhava as notas que Leonardo da Vinci fez ao redor do ano 1490 num dos seus diários. Descreve uma figura masculina desnuda separadamente e simultaneamente em duas posições sobrepostas com os braços inscritos num círculo e num quadrado.

O redescobrimento das proporções matemáticas do corpo humano no século XV por Leonardo e os outros é considerado uma das grandes realizações que conduzem ao Renascimento italiano.

Período marcado por transformações em muitas áreas da vida humana, que assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna.

Chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antigüidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal humanista e naturalista. O termo foi registrado pela primeira vez por Giorgio Vasari já no século XVI, sendo definida como uma época de "descoberta do mundo e do homem".


Ameaças na transição filosófica do período

Index ("Lista dos Livros Proibidos" em português foi uma lista de publicações proibidas pela Igreja Católica, de "livros perniciosos" contendo ainda as regras da igreja relativamente a livros.)

Inquisição (O termo Inquisição refere-se a várias instituições dedicadas à supressão da heresia no seio da Igreja Católica.)


Igreja contra Heliocentrismo



Giordano Bruno, acabou condenado a fogueira por defender o heliocentrismo criada por Nicolau Copérnico, abaixo texto de Giordano Bruno.

Por ser eu delineador do campo da natureza, por estar preocupado com o alimento da alma, interessado pela cultura do espírito e dedicado a atividade do intelecto, eis que os visados me ameaçam, os observados me assaltam, os atingidos me mordem, os desmascarados me devoram (Bruno, Sobre o infinito, o universo e os mundos)


Ética, Educação e Política

Michel de Montaigne, fala sobre a ética onde cada ser humano tinha a sua, não podendo haver os mesmos princípios de forma universal, onde a regra fundamental era dizer sim a vida. Sobre educação ele defendia que os currículos fossem da escolha dos alunos.

Nicolau Maquiavel, sobre a política Maquiavel defende que o indivíduo tem que abandonar os pontos éticos, onde a política segundo o autor se dá em conformidade com as necessidades do Gestor.